O HIV (vírus da imunodeficiência humana) afeta 3 milhões de pessoas no mundo. Transmitido principalmente através de relações sexuais, ele pode resultar no aparecimento da AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), que reduz a imunidade do paciente, deixando-o vulnerável a diversas outras doenças.

Não existe uma cura e nem vacina para a AIDS. Por isso, os tratamentos disponíveis se baseiam em medicamentos que controlam a multiplicação do vírus.

Agora, em um estudo publicado na revista Nature Medicine, um grupo de pesquisadores liderado pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig relatou que apenas uma dose de um anticorpo – chamado de 10-1074 – mostrou-se extremamente eficaz ao diminuir a carga viral do HIV no sangue de pessoas infectadas.

Um anticorpo chamado de 10-1074 mostrou-se extremamente eficaz ao diminuir a carga viral do HIV no sangue de pessoas infectadas. © Kateryna Kon.

Anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico que atuam na defesa do organismo contra vírus, bactérias e outros corpos estranhos. Eles são responsáveis ​​pela identificação e destruição desses patógenos ligando-se a eles diretamente, ou sinalizando para os glóbulos brancos para que os destruam.

O 10-1074 – que é produzido naturalmente por alguns pacientes, clonado e reproduzido em laboratório – se mostrou mais eficiente que os tradicionais. Em 2015, a equipe de Nussenzweig, em outro estudo, obteve resultados positivos envolvendo outro anticorpo – o 3BNC117 –, que se mostrou altamente eficaz contra uma grande variedade de cepas (linhagens) do HIV.

O 10-1074 é mais potente que o 3BNC117, já que exerce atividade antiviral mesmo em doses baixas. Entretanto, este último possui efeitos contra uma maior variedade de cepas. Isso reforça a ideia de que o uso combinado destes anticorpos pode ser mais efetivo do que se usados de forma isolada – os pesquisadores já estão testando a ação conjunta dos dois anticorpos.

Estes resultados aumentam as perspectivas de se obter medicamentos alternativos contra a doença. Entretanto, apesar dos avanços no que se refere aos tratamentos para controlar o HIV, os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir uma cura para a doença. Por isso, a prevenção ainda é a maneira mais eficaz de combater e controlar a doença.

Fonte: Nature Medicine e Nature.

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